quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A saúde dos seios durante as corridas

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Motivo de grande preocupação por parte das mulheres, a saúde dos seios e como eles se comportam durante a corrida são assuntos muito recorrentes. Para início de conversa, entender como é a estrutura da mama facilitará a compreensão do presente artigo.

As mamas são glândulas de forma semiesférica ou cônica, de tamanho e consistência variáveis, responsáveis pela produção de leite, quando na condição de maternidade, que se encontram sobrepostas aos músculos peitorais, sustentadas pela estrutura das costelas, através de ligamentos e músculos. A estrutura das mamas é dividida em dois componentes funcionais: o epitelial e o estrutural.

O componente epitelial é formado por 15 a 25 lóbulos, terminados em pequenos bulbos produtores de leite, que por sua vez estão conectados a uma rede de dutos (seios lactíferos) que direcionam o leite para o bico externo das mamas.

O componente estrutural é formado, basicamente, por tecido gorduroso. Não há músculos na mama em si, mas muitos localizados atrás e abaixo, que trabalham em conjunto com o ligamento de Cooper, agindo como um sutiã natural, sustentando o seu peso.

A hereditariedade é a determinante principal do tamanho dos seios da mulher. Outros fatores podem influenciar em seu tamanho, tais como medicação, gravidez, menstruação, menopausa e até trauma e câncer.

A corrida pode forçar em demasia os ligamentos dos seios, por causa da dinâmica do próprio esporte. A tendência é que as mamas desloquem-se lateral e verticalmente a cada transição de passada. Em 2012, a equipe da Biomecânica Joanna Scurr, da Universidade de Portsmouth, Inglaterra, constatou que a oscilação dos seios durante a corrida poderia chegar até 21 centímetros, valendo para todos os tamanhos de seios.

Sutiãs comuns não são adequados para a prática da corrida ou de qualquer outra modalidade esportiva, pois são desconfortáveis e podem machucar. Os tops comuns, que possuem uma área maior de contato com os seios, acumulam suor e podem apresentar incômodo com as alças. A opção que amplia as possibilidades de conforto, proteção e sustentação são os tops de compressão. São usados como as outras opções acima, porém evitam lesões, protegem contra cortes, assaduras e irritações na pele. Possuem alças maiores e acomodam-se bem às costas.

Corroborando essa informação, a equipe de Joanna Scurr descobriu que os efeitos da corrida podem ser minimizados em até 80% se forem utilizados tops especiais para a prática da corrida.

Em estudo científico que durou 4 anos, com o protótipo ideal de top para corrida concluído em 2011, pesquisadores da Compasso Instituto Médico, investigaram o impacto da corrida sobre as mamas e como poderiam minimizar os efeitos indesejáveis da mesma.

A pesquisa envolveu mulheres corredoras assíduas de assessorais esportivas de São Paulo, que não realizaram cirurgia plástica na região dos seios. Num primeiro momento, através da pesquisa, concluíram que conforto e sustentação eram quesitos mais importantes que design e beleza, segundo o grupo em estudo. Ficou claro que o balanço das mamas, atrito, calor e dor miofascial eram sensações incômodas e indesejáveis durante a corrida.

Na segunda parte do estudo, analisaram de forma prática o uso de três tipos de top. O top sem ausência de suporte obteve pior desempenho pois não oferecia a sustentação do sutiã esportivo com encapsulamento (muito utilizado fora do Brasil) e do top esportivo de compressão. Os testes revelaram que o conforto e produtos com dimensões que acompanhem o formato do corpo da mulher são fundamentais, embora o visual seja também importante.

Outro ponto importante na estrutura do top ideal foi a presença de modelagem em forma de “X” nas costas, pois observaram atenuação da dor miofascial por melhor distribuição de carga e pressão nos ombros.

O estudo também sugeriu que tecidos ásperos, grosseiros e pesados fossem evitados na produção dos tops para corrida, pois geram desconforto térmico, dificultam a evaporação do suor, promovem proliferação de bactérias e mau cheiro.

Na terceira e última etapa da pesquisa, com base nos dados das duas fases anteriores, desenvolveram um top com as características de top de compressão e sutiã esportivo. A comparação foi feita entre o protótipo e o top sem sustentação. O estudo concluiu que o protótipo reduziu a dor miofascial das costas e ombros por distribuir melhor a pressão, devido às alças maiores e em forma de “X”, o tecido poliamida permitiu maior troca de calor com o ambiente atenuando o desconforto térmico, e nenhuma queixa foi apresentada de problemas dermatológicos ou de atrito com os seios. Ainda constatou-se a redução de oscilação lateral das mamas de 28% e vertical de 22% na prática da corrida.

O fortalecimento dos músculos peitorais também favorece a sustentação dos seios. O exercício físico, de forma geral, é um potencial aliado na prevenção do câncer de mama.

Um comentário:

  1. Olá, adorei seu blog...

    Já virei seguidora!!!

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    http://www.starfashionmakeup.com.br/

    te espero lá....

    Beijinhos!!!

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