sábado, 10 de março de 2012

Ivete Sangalo - Entrevista

Ela é tão autêntica que parece estar se apresentando na sala de casa. Mas o fato é que o último dengo de Ivete Sangalo, 39 anos, extasiou 100 mil pessoas no Rock in Rio, no mês de outubro. Além de sambar nas sandálias altas, na entrada apoteótica, e apresentar seus hits com arranjos de jazz, ela arrematou com o sucesso de Lionel Ritchie, Easy, retomando o repertório de seu show no Madison Square Garden, em Nova York, no ano passado. A tribo do rock rendeu-se à musa do axé porque ela tem uma energia avassaladora, que é a marca de sua trajetória – da infância simples no interior da Bahia ao início cantando em barzinhos, o estouro na Banda Eva, com 4 milhões de discos vendidos, a carreira- solo desde 1999. Porém, depois do casamento com o nutricionista Daniel Cady, 27 anos, e do nascimento do filho, Marcelo, em 2009, há algo mais suave nela. A maternidade pariu uma Ivete com talento para fazer ninho e obstinada por oferecer conforto e segurança aos seus dois amores, que, com voz derretida, chama de "meus home". Nesta conversa, a cantora fala de mais essa profunda transformação pessoal e, sem se dar conta de que está chegando aos 40, quer descobrir o que ainda não sabe.

Faz diferença você cantar em Itaquaquecetuba (SP), no Madison Square Garden ou no Rock in Rio?

Não. As plateias são distintas, mas todas são sofisticadas, porque me recebem com muita generosidade. Foi assim com o público do rock.

Você está sempre no meio de muita, muita gente. É mesmo extrovertida?Sou. Mesmo. Sempre fui de falar muito, tirar sarro de tudo. Mas, depois que virei

mãe, já não faço questão de ser o centro das atenções. O bebê é o centro. Até o hábito da piada, perdi um pouco, porque a gracinha está nele. Fico no meio de muita gente por causa do trabalho, mas tenho uma vida bem quieta. Estou totalmente voltada para minha família.Virou a prioridade. Encontrei o Daniel, uma pessoa maravilhosa, e aí veio nosso filho para coroar tudo.

Você tinha se proposto a não dormir fora de casa até o Marcelo completar 2 ou 3 anos. Consegue fazer isso com a agenda sempre lotada de shows?

Depois que ele fez 1 ano e meio, eu comecei a dormir fora de casa um dia ou outro. Por exemplo, viajei ontem no final da tarde para o Rio, gravei, voltei, fui para Itaquaquecetuba, fiz outro show, dormi em São Paulo, estou aqui paras as fotos e a entrevista, tenho show à noite. Aí pego o avião e vou para casa. É o máximo que eu consigo.

Como é delegar os cuidados com o bebê?

Sou neurótica, doida da cabeça! Eu quero saber quantas colheres de arroz comeu, se tomou banho, se dormiu direito... Pergunto tudo, tudo. Daniel cuida, mas é pai. Não lembra de levar a merenda, deixa até 10 da noite na piscina, essas coisas. Por outro lado, graças a Deus que o pai faz isso; senão, a criança fica louca. E tem a Sandra, a Shan, minha mãe postiça, que está sempre por perto e pensa como eu: repara nos carros dando ré, se tem criança doente no parquinho, leva o suco de acerola fresquinha... Como eu faço.

Você virou um bicho protetor?

Completamente. Virei uma pessoa que eu não conhecia. Aliás, não me lembro da minha vida antes dele! Sei que dormia até tarde, malhava muito, viajava sem data para voltar, mas não sei quem eu era. Quando estava grávida, chorava pensando que ia ser uma péssima mãe. Ao mesmo tempo que sou bastante cuidadosa, quero que o Marcelo seja do mundo. Gosto muito dos valores que aprendi com minha mãe, sobre simplicidade. Posso ter milhões de luxos por ser uma artista reconhecida, mas esqueço que existem. Isso me livra da acomodação.

Qual a sua maior neura?

A violência. Tenho medo da droga, do crack, da arma, da desvalorização da vida. Por outro lado, com a mesma intensidade, vibro pelas coisas positivas. Hoje se fala mais de solidariedade e de sustentabilidade do que no passado.

E como é o Daniel? A gente sabe muito pouco sobre ele...

Ele é maravilhoso comigo e um superpai. Cada vez mais estamos nos acostumando com esse amor. Porque a gente precisa entender esse amor. É quase como um vício. Do dia para a noite surgiu Marcelo e, com ele, fiquei louca, apaixonada. Quero isso o tempo inteiro. Fico tentando entender todo dia, repetindo mil vezes, no espanto: "Meu Deus, que coisa boa!" Não escolhi, aconteceu. Conheci Daniel no píer do meu prédio. Eu estava fazendo exercícios com a fono e ele, que era vizinho, veio nadar com amigos que moravam ali. Parei na gatice dele. Afe! Lindo, calmo e calado, me encantou, mas fiquei na minha. Nunca tive grilo com idade, mas ele era bem mais novo (são 12 anos de diferença). Deixei pra lá. Dias depois, resolvi perguntar para os amigos, que ligaram, e o Daniel foi pra lá. Começamos a conversar e ele me impressionou pela inteligência. Pirei, e ele foi jogando charme. Mas levou uns seis meses até a gente ficar.

Você é poderosa, carismática, seduz multidões, ganha muito dinheiro. Tem algum receio de ofuscar esse homem?

Não, porque ele também tem personalidade forte, é seguro de si e brilha na profissão dele. Para o Daniel, ser famoso não é o grande barato. Ele acha que meu trabalho gera fama, ponto. Não é algo extraordinário. Nossas qualidades são muito parecidas e temos admiração um pelo outro. Ele nunca teve ciúme do meu sucesso. É um grande homem.

3 comentários:

  1. Minha Diva Veveta. Amooooooo!!!!
    Bjão

    http://sempreglamm.blogspot.com

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  2. VERA!
    IVETE ARRASA EM TUDO, É UMA SUPER DIVA.

    Passando para desejar o que há de melhor para todas nós, mulheres fortes e um ótimo DOMINGO!
    Cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com/

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  3. Ei Vera, também adoro a Ivete, lindíssimA. Seguindo-a. Bjokas
    http://www.glamooursecrets.com/

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